
Retiro · Bahia
Escravidão e
Liberdade no Brasil
Salvador e Recôncavo Baiano
Ecos de uma Travessia | Jornada no Brasil: Monge Koho & Monja Daien
Querida comunidade,
O Retiro Escravidão e Liberdade no Brasil
“Nosso Retiro foi uma travessia coletiva, construída na escuta, no silêncio e na prática, diante de uma história que, embora pareça do passado, ainda reverbera fortemente no presente.”




Nossa jornada começou em Salvador,
onde fomos recebidos no Convento Dom Amando, um espaço de acolhimento inspirado na simplicidade e na compaixão franciscana.

Visitamos a Escola Luiza Mahin,
na comunidade de Santa Luzia — um espaço de transformação, cuidado e serviço comunitário, onde pudemos colaborar nas atividades locais.

Seguimos então para o Recôncavo Baiano,
onde visitamos o Quilombo Kaonge, mergulhando na força da vida em comunidade, nos saberes tradicionais, nas práticas espirituais e na sabedoria que sustenta essa coletividade até os dias de hoje.

Pelas trilhas da Rota da Liberdade,
testemunhamos os legados do período colonial e da resistência afrodescendente. No Convento de Santo Antônio do Paraguassu, realizamos cerimônias memoriais interreligiosas, incluindo os “Portais do Doce Néctar”, honrando todas as vidas marcadas por essa história.
Memória
Uma travessia coletiva



E o que levamos disso tudo?
Levamos a confirmação de que este não é um caminho para entender, mas para sentir. Para olhar, escutar e nos deixar transformar.
O Retiro não é apenas sobre olhar o sofrimento. É também sobre encontrar nele a força da vida, da cultura, da resistência e da beleza que florescem, mesmo nas condições mais adversas.
Todos os dias foram guiados pelos
Três Princípios dos Zen Peacemakers
Não Saber
abrir mão das ideias fixas e dos julgamentos.
Plena Presença
estar por inteiro, no encontro com as belezas e as dores do mundo.
Ação que emerge
deixar que o cuidado e o serviço surjam do silêncio e da escuta.
Memória